OS PRINCIPAIS MOTIVOS IDENTIFICADOS INCLUEM.
SUBFINANCIAMENTO E CRISE FINANCEIRA:- O descompasso entre as receitas e as altas despesas operacionais é a causa central. Hospitais filantrópicos e Santas Casas, que atendem grande parte do SUS, enfrentam déficits crônicos e dependem de repasses governamentais e emendas parlamentares para não fechar as portas.
QUEDA NA TAXA DE NATALIDADE:- O Brasil registrou em 2022 a menor taxa de fecundidade da série histórica (1,55 filho por mulher), tendência que se mantém em 2025/2026. Com menos nascimentos, a manutenção de estruturas exclusivas para obstetrícia torna-se economicamente inviável para muitas instituições privadas e filantrópicas.
DIFICULDADES NO SETOR PRIVADO:- Muitas maternidades particulares foram fechadas ou incorporadas por grandes redes hospitalares que optam por otimizar custos, priorizando procedimentos de maior rentabilidade em detrimento do parto.
DÉFICIT DE PROFISSIONAIS E INFRAESTRUTURA:- A falta de equipes completas 24 horas e a dificuldade em manter UTIs neonatais adequadas levam à interdição ou ao encerramento voluntário de unidades para evitar tragédias e processos judiciais.
POLÍTICAS DE CENTRALIZAÇÃO:- Existe uma tendência de concentrar atendimentos em unidades de maior porte (hospitais gerais) para reduzir custos operacionais, o que resulta na extinção de leitos específicos de obstetrícia em hospitais menores.
Para mitigar esse cenário, em 2026, o Governo Federal implementou novas estratégias, como a Rede Aline, que substituiu a antiga Rede Cegonha, visando descentralizar o cuidado e garantir financiamento para evitar a "peregrinação" das gestantes.
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