A Venezuela decretou "estado de emergência nacional" e denunciou uma "agressão militar" dos Estados Unidos após múltiplas explosões ocorridas na capital Caracas e em outras regiões do país na madrugada deste sábado. Um responsável norte-americano, sob anonimato, afirmou à agência Reuters que os Estados Unidos estão realizando ataques dentro do território venezuelano, sem fornecer detalhes.
Testemunhas relataram que explosões sacudiram Caracas na manhã deste sábado, com colunas de fumaça preta e aeronaves visíveis, segundo relatos à Reuters e imagens que circulam nas redes sociais. Uma queda de energia afetou o sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar, segundo moradores.
A Casa Branca e o Pentágono não comentaram os relatos nem as imagens que circulam nas redes sociais mostrando múltiplas explosões em diferentes pontos da cidade.
Maduro denuncia "agressão militar" e decreta estado de exceção
Em comunicado oficial, o governo venezuelano classificou os ataques como uma "grave agressão militar" contra o território e a população do país. Segundo o texto, as explosões atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira. "Essa agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais e coloca em risco a vida de milhões de pessoas", afirma o comunicado.
O presidente Nicolás Maduro declarou que o objetivo dos Estados Unidos seria "tomar os recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
Maduro convocou todas as forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização e rejeitar o que chamou de "ataque imperialista". Em seguida, assinou o decreto.
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